Uma despedida e o fim de uma italianada…


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Galera do blog, resolvi resgatar um assunto que não podia deixar passar batido, a despedida do Marcos. Resolvi resgatá-la porque a meu ver ela pode ser o início de uma reconstrução no Palmeiras.

Sobre o jogo, pouco posso acrescentar, foi uma partida repleta de craques, o jogo excelente de se ver e perceber que o futebol é muito mais gostoso de assistir em câmera lenta, sem essa correria desenfreada do futebol atual que atrapalha o espetáculo. Edmundo, Evair, Rivaldo, Djalminha, Edilson, Alex Cabeção mostraram talento de sobra com a gorduchinha, isso sem falar do mestre Ademir da Guia, com seus 70 anos esbanjou categoria.

A despedida do Marcos encerra um ciclo dentro do Palestra, um ciclo que iniciou com Felipão em 1999 e curiosamente terminou com o mesmo Felipão em 2012 após a conquista da Copa do Brasil.

Felipão trouxe aquela pitada italiana para dentro de campo o que fez a torcida simpatizar quase que imediatamente com o time. Consequentemente, diretoria entendeu que essa forma de lidar seria boa para ganhar a torcida. Logo, o time de origem italiana, voltava a ser italiano demais.

Para completar o maior ídolo dessa geração, era São Marcos, um sujeito despojado, sem papas na língua e adorado por qualquer boleiro e por qualquer torcedor, até os corintianos.

Contudo, o jeito italiano é muito querido, mas não pode deixar ele contaminar toda a gestão de uma empresa por um estilo, precisa de profissionalismo. O jeito italiano é muito emotivo, falastrão, uma grande bagunça, uma grande macarronada em família, onde todo mundo dando palpite, todo mundo querendo falar e ao mesmo tempo não falando nada e não decidindo nada.

E é assim que o Palmeiras se arrasta nos últimos 13 anos, de forma desorganizada, falando alto, com muita gente querendo mandar, de forma apaixonada as vezes.

A despedida de Marcos serve para tirar esse resquício dentro das quatro linhas, uma oportunidade para o Palmeiras diminuir essa “italianidade” do time. As novas eleições que ocorrerão, dá mostras de dois candidatos mais sensatos, mas acima de tudo precisa haver uma consciência de que aquele que assumir precisa do apoio de todos.

Daqueles que forem seus aliados, em apoiá-lo irrestritamente para o bem do Palmeiras e aqueles que forem oposição, que apenas fiscalizem afim de também reerguer o Palmeiras.

Talvez Marcos não saiba, mas sua despedida pode ter sido melhor do que ele esperava para o clube que tanto ama.

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Uma resposta em “Uma despedida e o fim de uma italianada…

  1. Esse ano decidi. Entrarei para a politica do Palmeiras. Deixarei de ser um mero reclamão em redes sociais e passarei a exercer meu dever dentro do clube. Nao posso deixar meu verdao cair dessa maneira e ser comparado com portugesa etc… Dois rebaixamentos em 10 anos é coisa dessa velharada com modelo de gestao arcaico e que nao sabe o que é uma empresa hoje em dia.

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