Pitacos: Entre apagões a apagados.


Galera do blog, ontem acompanhei o clássico paulista, o jogo do meu tricolor e Colônia e Dortmund pelo campeonato alemão. Vamos nos concentrar no clássico.

O clássico pode ser dividido em 4 atos.

1º ato: Domínio alviverde. Durante os primeiros 30 minutos de jogo, o Palmeiras dominou as ações e conseguiu evitar a famosa pressão inicial do Corinthians. O time conseguiu ganhar o meio de campo e partir para cima do Corinthians. Além disso, contou com a sorte no chute de Assunção. Sorte por ter sido ele que chutou livre de marcação, sorte por ter desviado em Castan e sorte por ter Julio Cesar na meta adversária.

Com o gol, o Palmeiras jogou da forma que gosta na retranca. Os comandados de Felipão não davam espaços para a criação corintiana que ao invés de seu tradicional jogo de troca de passes na frente do gol, optou por ficar alçando bolas aéreas que batiam e voltavam. O Palmeiras recuava, mas não era assustado pelo adversário e dominava o primeiro tempo.

2º ato: O “Se” que não entra em campo. Eis que aos 35 minutos, em um jogo quente, onde Liédson já tinha exagerado no pé alto e merecidamente havia recebido cartão amarelo, Chicão dá uma entrada criminosa em Barcos, acertando o tornozelo adversário sem o menor intuito de acertar a bola. Para mim, vermelho sem conversa, mas o juiz preferiu deixar para lá e dar apenas um amarelo para o zagueiro, o que depois fez o juiz ser condescendente com Marcio Araujo que também seria ao decorrer da partida merecedor do vermelho.

Mas como o se não entra em campo. Chicão e Marcio Araujo continuaram em campo até o final do primeiro tempo. E eles teriam seus papéis de destaque na segunda etapa.

3º ato: Cochilo palmeirense e Liedson fundamental. Veio o segundo tempo, mas o Palmeiras pareceu ter ficado no vestiário. Aquela pressão que o time tinha abafado no primeiro tempo, o time deixou tomar no segundo. O Corinthians partiu contudo para cima e conseguiu dois gols em 6 minutos, em lances de pane do sistema defensivo palmeirense.

Tem atacante que passa por fases tão desagradáveis que nada ajuda, mas esse não é o caso de Liédson. O Levezinho mesmo na seca de 13 partidas vem sendo fundamental para o time e mostrando porque todos ainda confiam nele. Além de assistências prestadas no ano, no clássico, ele estava na jogada dos dois gols.

Foi a partir de um toque dele, que a bola tocou em Marcio Araujo e sobrou para Paulinho encher o pé e empatar a partida. E foi a presença dele no segundo gol, que fez Marcio Araujo tentar tirar a bola e colocar contra o próprio patrimônio. O próprio Marcio Araujo que era para ter sido expulso no primeiro tempo, caso Chicão também fosse.

4º ato: O resto do jogo. Apesar da palavra resto parecer depreciativa, depois de tudo que aconteceu nos 60 minutos iniciais, os 30 finais foram apenas complemento. E aí, devido a vantagem no placar, o Corinthians soube se impor e só não ampliou a partida devido a Síndrome de Tite. Onde o time até cria várias oportunidades, mas parece condenado a vencer por apenas um gol de vantagem.

Pelo lado corintiano, fica a certeza de que Chicão é importante para o time, enquanto Castan e Julio Cesar assustam, Edenilson um achado na direita, e Fabio Santos tem atuado bem na esquerda. Ralf e Paulinho dispensam comentários. Do meio para frente, apenas a ressalva de que Sheik merece titular e que JH é titular muito mais pelo psicológico do que pelo futebol.

No lado alviverde, a pane atrapalha maiores análises, mas excluindo os 15 minutos iniciais do primeiro tempo. O Palmeiras tem uma defesa sólida e um bom lateral esquerda, porém arrumou um problema na direita, Cicinho era o titular absoluto, mas as boas e pontuais exibições de Artur, criaram uma dúvida na posição e hoje nem um, nem o outro estão bem. No meio, Marcio Araujo é um esforçado primeiro volante, Pierre deveria estar aqui e como faz falta. Na frente, Barcos foi peça nula, mas o centroavante argentino precisa de seu companheiro para jogar e aí foi a maior decepção do clássico, Maikon Leite não apareceu em campo, sobrecarregou Valdivia na armação e fez com que Barcos pouco aparecesse para o jogo.

E foi por causa desse resultado que temos um novo líder, o São Paulo que venceu por 1×0 o Mirassol. O tricolor foi superior e criou boas jogadas, mas parou na violência do adversário ou na falta de capricho para a finalização. O time do interior abusou do direito de fazer falta e o juiz só queria saber de conversa. O time vai ganhando mais conjunto, mas ainda não está “azeitado”, promete dar trabalho no mata-mata, porque Lucas está em ótima fase.

Apenas para fechar, abri meu domingo assistindo a Colônia e Dortmund. Achei engraçado, como um jogo do campeonato alemão, a bola rola mais do que nos jogos aqui no Brasil. Os times deixam o outro jogar, a falta é recurso apenas quando não tem outro jeito. O Dortmund tem tudo para se sagrar campeão na Alemanha, mesmo tendo o Bayern no campeonato. E o Colônia se não tivesse Podolski podia ter certeza que estaria na segundona. Ah, o placar final 4×1 para o Dortmund.

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