Mais um pouco desse fenômeno…


“- Claro que todos queremos ganhar, mas vencer ou perder é do jogo. O mais importante, o grande prêmio é que quase todos os jogadores da equipe são criados dentro do clube. Que o treinamento dos meninos de 11 anos seja parecido com o dos profissionais, que todos já sejam criados dentro dessa cultura, com uma implicação pessoal e afetiva, isso é a diferença. Claro que é muito importante a ajuda que os jogadores que vêm de fora nos dão, mas que tantos sejam crias do Barcelona é mais importante do que os títulos” – afirmou Pep Guardiola.

Com esta afirmação na premiação da FIFA, Guardiola mostra mais um pouco do que uma filosofia é capaz de fazer sobre um ser humano.

Complementando um pouco daquilo que reproduzi no Post “O segredo do Barcelona”, um dos pontos que considero de maior destaque no trabalho do Barcelona é a profissionalização do processo de seleção de seus jogadores.

Quando falamos de uma empresa, é importante no processo de contratação de um profissional de mercado que seja percebido o quão aderente ele está a cultura da empresa.

Estar aderente a cultura da empresa significa compartilhar dos mesmos valores, por exemplo, se a cultura da empresa é de competição interna, um profissional agregador poderá sofrer um pouco dentro da empresa, ou seja, a chance dele ficar pouco tempo na empresa ou apresentar resultados abaixo do esperado são enormes.

Em contrapartida, aquele profissional que possui valores parecidos com aqueles contidos na cultura da empresa, tende a apresentar resultados melhores e possuir maior destaque. O que isso tudo tem a ver com o Barcelona?

Hoje o maior mérito do Barcelona, foi desenhar detalhadamente o perfil do profissional que ele deseja conter no seu grupo. Perfil esse que deve ser guardado a sete-chaves, pois ele é o segredo do sucesso do time catalão.

Na equipe de Guardiola, não necessariamente joga os melhores jogadores, mas sim jogam os melhores jogadores dentro do perfil estabelecido para se jogar no clube. Uma característica clara é a coletividade dos seus craques.

Apesar de todo o talento individual de Xavi, Messi e Fabregas quem aparece é o time, o coletivo. Ou seja, os jogadores que atuam no Barcelona precisam entender acima de tudo que o time é maior do que o próprio talento. Já nesse detalhe, jogadores como Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo, Robben entre outros nunca conseguiriam ter destaque no time, pois seus excessos individuais estão a frente do coletivo.

Todo esse processo de peneirar os jogadores de base com uma precisão quase inigualável é processo-chave no time. Com esse processo bem desenhado fica fácil repor os jogadores ao longo do tempo.

O Barcelona pode se dar ao luxo de em alguns anos se torna auto-sustentável, a própria produção interna irá repor seus craques. Imagina uma empresa que pode se dar ao luxo de não precisar mais buscar no mercado seus principais executivos, todos eles vem sendo formado ao longo do ano, só a base da priâmide é contratada e preparada de acordo com a cultura da empresa.

Isso é Barcelona, com certeza uma das melhores empresas para se trabalhar!!

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