Seleção canarinha com mais tempero caseiro.

Galera do blog, ontem acompanhei a despedida do gordinho que mais gols fez em Copa do Mundo superando Hagi e Maradona na categoria “gordinhos”.

Brincadeiras a parte, Ronaldo vai fazer falta dentro de campo, jogador emblemático, capaz de decidir uma jogada em um lance isolado. Jogador que mostrou para todos, o real significado da palavra superação. Talvez, nunca mais vejamos um jogador com capacidade psicológica tão forte para levantar tantas vezes.

Obrigado Ronaldo, muito obrigado!

Mas, voltando ao nosso esporte querido, Mano fechou a lista da Copa América, como sempre, todo mundo tenha sua consideração, gostaria de ver fulano ou ciclano dentre os 22 convocados. Mas, no geral fiquei satisfeito com a relação de Mano Menezes, principalmente com a idéia tática dele, aprovo o Brasil jogar em um 4-3-3, até porque essa foi a tática escolhida por Mano que o levou até a Seleção.

Porém, também não pretendo estender-me sobre tática e os convocados, analisando a relação um fato me chamou atenção: Os países onde cada jogador atua. Com os 22 convocados para a Copa América, a distribuição ficou da seguinte forma:

Brasil e Inglaterra – 6 jogadores
Inglaterra – 4 jogadores
Espanha – 3 jogadores
Portugal, Turquia e Ucrânia – 1 jogador

Isso mesmo, o Brasil lidera, não me lembro de ver uma seleção disputando uma competição Fifa com tantos jogadores atuando pelo Brasil.

Se olharmos esses seis atletas convocados (Victor, Elano, Neymar, Ganso, Lucas e Fred) veremos que provavelmente somente um sairá no meio do ano, os demais continuarão fazendo história dentro do Brasil, o que permite concluir que o Brasil tem conseguido manter seus grandes talentos em seus clubes, a questão financeira não tem sido visto de maneira “tão cega” mais, além do que bons jogadores que atuam em mercados secundários começam a perceber que vale mais a pena estar atuando no Brasil do que em times de pouca expressão.

Essa mudança permite em médio prazo uma alteração no formato do estilo de jogo, algo parecido com a Espanha de hoje. Não digo que o Brasil deva jogar como a Espanha, mas digo que o Brasil deve resgatar seu estilo próprio de jogar futebol.

Com a globalização dos nossos jogadores, no estilo de jogo foi “europeulizado” perdemos a forma brasileira de jogar. Para ficar mais claro a minha percepção, pensem na Alemanha, Espanha, Portugal e França.

Quando falamos dos dois primeiros, vemos um estilo próprio de jogar, quando falamos dos dois últimos se olharmos friamente o estilo nada diferencia daquilo que praticamos na última Copa do Mundo, nossa diferença é o talento individual, mas o “jeitão” de jogar é o mesmo.

Portanto, vejo que Mano Menezes tem em mãos uma oportunidade incrível de resgatar o estilo brasileiro de jogar futebol, não estou dizendo que conseguirá fazer a seleção jogar como a de 70 ou a de 82, mas conseguirá fazer com que o torcedor brasileiro se identifique naquela seleção, que para de chamar aquel brasileiro que joga na Itália de estrangeiro, ele não é estrangeiro ele é brasileiro.

Que a receita do futebol brasileira volte a ter o seu tempero peculiar.