Silêncio dos inocentes!

Galera do blog, ontem a polícia inglesa “conseguiu” a confissão de um turista alemão sobre o incidente da casca de banana arremessada em Neymar no último amistoso da seleção.

Segundo a polícia, o turista disse que não teve nenhuma intenção racista no ato, que simplesmente jogou o que tinha em mãos, que “por coincidência” era uma casca de banana. Ainda bem que ele não estava comendo uma melancia.

Aliás, nos últimos dez dias, essa história tem se repetido. Roberto Carlos no confronto do seu time o Anzhi (que está no Palpitando!!) contra o Zenit “recebeu” do torcedor uma banana de presente, Diego Maurício (atacante do Flamengo) teve que agüentar os torcedores peruanos imitarem um macaco toda vez que ele pegava na bola no Sulamericano sub-20.

O mais curioso nessa história toda é a submissão dos envolvidos. Nenhum dos jogadores manifestou interesse em exigir uma atitude persuasiva contra o racismo, preferiram não enxergar.

Neymar, disse “Prefiro nem tocar no assunto para não virar uma bola de neve”. Roberto Carlos disse que a atitude não o afetou. Diego Maurício, coitado, nem teve a oportunidade de cobrar uma postura dos dirigentes. Lamentável!

Na minha opinião, não deveria ser papel dos jogadores ir atrás desse marginal, deveria ser natural que as autoridades responsáveis (Confederação, Policia, Governo) sanassem o caso, mas quando você vê a postura da polícia inglesa, percebe que estamos longe do ideal que um dia Martin Luther King e Nelson Mandela sonharam.

Vale lembrar que essa mesma polícia foi a responsável por assassinar o brasileiro Jean Charles no metrô pois fora confundido com um terrorista.

Mas como deixar passar em branco a postura passiva da CBF, que vê seu jogador ser hostilizado e nada faz, será porque existe uma certa “obrigatoriedade” dos comandados de Teixeira com o Emirates Stadium, devido a um acordo com a empresa que organiza os amistosos?

É triste, ver que às vezes o culpado do próprio preconceito continuar estar mais perto do que imaginamos, às vezes somos nós mesmos o culpado.

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