Guerrilha Separatista!

Galera do blog, hoje trago um texto de Vitor Birner sobre a retaliação que o São Paulo vem sofrendo. Concordo integralmente com o que Birner diz, é lamentável a guerrilha que virou o futebol.

De Vitor Birner

Várias pessoas próximas ao presidente Juvenal Juvêncio defendem que ele deve recuar é fazer o jogo político. Dizem que o futebol é desse jeito mesmo e não dá para viver sem boas relações com a Federação Paulista, CBF e brigando com a TV Globo. Cada coisa que acontece, seja o tratamento diferente dispensado à candidatura do Morumbi para a Copa ou umm simples falha de arbitragem, aumenta o coro dos “pacificadores”.

A última decisão da Globo – contraditória se levarmos em conta que o São Paulo possui a terceira maior torcida do país – de transmitir menos jogos dos times reforçou a pressão. A exposição menor na tv aberta e no horário nobre deve diminuir o valor de cotas de patrocínio em futuras negociações. E o clube ficará mais fraco. O São Paulo e seus cerca de 17 milhões de torcedores pagam o preço pelas posições de Juvenal.

Enquanto alguns dirigentes são-paulinos defendem que o presidente do clube se pronuncie publicamente sobre a novidade, outros recomendam o silêncio, pois querem encerrar as brigas. Desejam que ele utiliza a situação para conseguir bons acordos comerciais com a Globo. Juvenal Juvêncio, ao menos por enquanto, mantém a oposição ao que se passa no futebol brasileiro.

Opinião

Lamento que haja defensores da mudança de postura de Juvenal Juvêncio. Elas deveriam ter ficado contra ele num aspecto. O da reeleição. E não fizeram isso.

As brigas contra FPF e CBF, e a luta para promover a concorrência pelos direitos dos campeonatos brasileiros de 2012 a 2014 respeitando as determinações do CADE são dignas. Dera outras potências do futebol nacional tivessem posições parecidas. Os clubes grandes seriam mais fortes e as federações menos. Mas vários cartolas dos times preferem dar o poder aos burocratas. Ajudam Ricardo Teixeira, o mesmo que foi pessoalmente à Brasília para evitar a CPI, a dar as cartas no futebol brasileiro.

O São Paulo, seja com Juvenal ou qualquer presidente, não pode recuar.

Seja qual for o preço.