Passaporte Autorizado!

Galera do blog, um tema tomou conta da semana, a naturalização de Thiago Motta.

Ouvi muitas opiniões nos vários meios de comunicação (jornal, rádio e internet), mas nenhuma que me contentasse. Alguns comentaram que Thiago estava certo, pois nunca teria essa oportunidade na seleção, outros comentaram que era um absurdo o atleta aceitar isso, que a Fifa deveria rever os critérios para a naturalização.

Acho que independente das emoções contidas em cada comentário, eles possuem uma certa razão, porém ninguém comentou a visão dos demais jogadores, aqueles que desejam simplesmente jogar pela seleção do país onde nasceram.

Imaginem só, você é um atacante que começa a se destacar no seu país em um clube médio, mas devido ao seu clube não possuir tradição e sua seleção estar em crise, a imprensa fica receosa em te dar uma chance, mas em compensação apoiam aquele jogador vindo de um país vizinho que tem feito a mesma quantidade de gols que você. O apelo é tanto que surge a possibilidade de naturalização, e aí, não só ele é naturalizado como é convocado e acaba com as suas chances. Como você se sentiria?

Por isso me preocupa a naturalização, pelo imediatismo do ato, como se a seleção fosse um clube, sei que em alguns casos, a identificação do atleta com o país é inevitável, caso de Deco mais recentemente, e Oliveira (naturalizado belga) e Rui Ramos (naturalizado japonês), mas ainda sim esse precedente acaba com a inicialização do esporte em pequenos centros, ou alguém dúvida que O Qatar na Copa de 2022 terá pelo menos uns 06 jogadores naturalizados, é esperar para ver.