E a nossa seleção, hein…

Galera do blog, essa semana rolou um amistoso da seleção, e não foi qualquer amistoso foi contra nossos principais adversários, nossos “queridos” hermanos. E após um longo jejum sem perder para eles e com Mano ainda invicto no comando da seleção, perdemos o amistoso.

Tudo bem, foi por 1×0 só, o jogo foi morno demais e o gol saiu em uma arrancada fantástica de Messi, mas algumas coisas me chamaram atençao.

No jogo, Neymar foi o melhor da seleção, não que ele tenha jogado tudo que sabe, mas foi o melhor. O menino é bom de bola, abusado, vai longe, só precisa segurar a língua. Ronaldinho atuação discreta, mas hoje em dia é o que se espera dele. Daniel Alves está voltando a ser o bom lateral de sempre, apareceu constantemente. Elias, ainda precisa se soltar, Hernanes merece uma chance. Ainda tem o Robinho, sei lá pode parecer perseguição, mas acho que ele o Ronaldinho Gaúcho, o Adriano e o Keirrison podiam montar um banda de pagode e ser feliz, aliás abri uma enquete no blog, acessem ao lado e votem. E não podemos esquecer do Douglas, ótimo jogador, cometeu uma falha normal, não adianta crucificar o cara por causa da estréia, acho que merece continuar tendo o seu espaço.

Agora, falar um pouquinho do nosso comandante, Mano Menezes é um técnico extremamente competente, seus times são montados de forma compacta tornando complicada a tarefa do adversário em nos vencer, contudo assim como na era Dunga o apetite ofensivo do time me incomoda, Mano Menezes é um técnico “habilidosamente” retranqueiro. Porque “habilidosamente”, porque ele disfarça sua retranca em um esquema 4-3-3, que as olhos de todos parece ser um esquema ofensivo, mas o que vemos na verdade é os dois atacantes voltando para marcar os laterais.

E digo mais, durante boa parte do jogo, o que se viu foi a seleção inteira atrás da linha da bola, sei que é apenas o começo da era Mano, mas fica claro que o esquema que o levou a seleção será repetido na própria. Sei que hoje em dia o futebol é mais compacto, mais acredito que o Brasil tenha total condição de jogar para frente como a Espanha jogou a Copa e com os mesmos jogadores que hoje compõe as escalações de Mano.

Vamos esperar que o tempo crie a condição necessária para Mano montar a equipe compacta do jeito que ele gosta, mas um pouco mais “atirada” ao ataque do jeito que nós gostamos.