Libertadores para cardíacos!!

Galera do blog, ontem assisti ao jogo do meu tricolor e de uma maneira que há tempos não fazia, dentro do estádio. No final, pensei comigo se vir no estádio for esse sofrimento, prefiro sentado na mesa do bar ou deitado no sofá de casa. O jogo foi daquele denominado “teste para cardíaco”.

O São Paulo entrou em campo, em um 4-4-2, com Cicinho, Alex, Miranda e Junior Cesar compondo a defesa, Souto, Hernanes, Jorge Wagner e Marlos no meio, Dagoberto e Fernandinho na frente. Na minha opinião, o time começou errado, sabendo que enfrentariamos uma defesa montadíssima que dificilmente toma gols, começaria com Washington no lugar de Marlos por exemplo, assim o camisa 09 trombaria com dois defensores, deixando a frente de área e as pontas menos carregadas.

Contudo, o time inicial era aquele que mencionei acima, gosto muito da movimentação do três de frente, mas para ela dar liga, o outro jogador de meio que chegar tem que funcionar, Hernanes e Jorge Wagner tiveram atuação apagadíssima, aliás desde o ano passado que o segundo não corresponde mais, na minha opinião, o tempo de São Paulo do Jorge acabou, são muitas partidas ineficientes para uma eficiente, acho que poderia colocar o Cleber no lugar dele.

Com o meio não funcionando cabia aos três de ataque e aos laterais tentarem as jogadas, Cicinho fez um excelente primeiro tempo, mas cansou no segundo, Junior Cesar foi discretíssimo, a cada jogo clamo pela estréia de Carleto. Na frente, como de costume, os três revezam nos lances de fome, Marlos era o mais fominha, porém o com maior velocidade e movimentação, Dagoberto às vezes me irrita pela displicência em alguns momentos, por várias vezes, perdeu o lance ficou reclamando de falta e desistiu de acompanhar o defensor, mas Fernandinho ganhou, errou muito, toda bola que recebeu tentou o mesmo lance e por duas vezes para piorar resolveu isolar a bola ao invés de cruzar.

Na defesa, o sofrimento foi mínimo, já que o time peruano é absurdamente ruim ofensivamente, o time era um fantasma do Once Caldas de 2004. Mesmo assim, Alex Silva foi um monstro ganhou todas as bolas e mostrou uma raça sem igual.

Mas ficou para o maior ídolo da história recente do time e talvez de toda história do clube ser o personagem principal da partida, diante da ineficiência do tricolor em fazer um gol, o jogo repetiu o placar do Peru (0x0) e foi para os pênaltis. Nos pênaltis, o time peruano começou cobrando com Ramirez que não desperdiçou, fazendo 1×0 no marcador. Veio então Ceni, o capitão-goleiro-artilheiro-ídolo cobrar e como já virou rotina em 2010, o goleiro desperdiçou a cobrança, o silêncio foi total no estádio, a sensação era que a Libertadores acabara ali.

Porém, Ceni ainda precisa escrever alguns capítulos da sua história no São Paulo, na duas cobranças seguintes do time peruano, Ceni mostrou porque é amado pela sua torcida, defendeu as duas cobranças que somada a quarta cobrança que Labarthe jogou para fora deram a classificação ao time do Morumbi.

No fim das contas, o São Paulo eliminou um time invicto que mostrou que poderia ser o novo Once Caldas, se eles eram horríveis defensivamente, eram extremamente organizados na defesa. Entretanto, isso não pode ocultar os erros do São Paulo, o time ainda não engrenou realmente, ainda falta algo no meio de campo para a máquina funcionar. Ou talvez o problema esteja no operador dessa máquina.

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