O futebol como já dizia o velho ditado: “É uma caixinha de surpresas!”. Às vezes, surpresas ruins e outras vezes boas. Caso, como o de Ronaldo com o Corinthians, Washington com o São Paulo e por último Robert, Zago e Diego Souza com o Palmeiras mostram cada vez mais a face amadora a qual se esconde o nosso esporte mais querido.

O Brasil historicamente teve o futebol como desafogo, o esporte que chegou no final do século XIX para ser mais uma atividade elitista, se viu no final da Primeira Guerra Mundial dominado pelas classes mais populosas. Contudo, essa massificação que o futebol ganhou, trouxe consigo a desorganização do esporte. O oba-oba gerado pela chegada do esporte desviou a atenção, daquilo que hoje reclamamos tanto, a Profissionalização do nosso querido esporte.

Nesse contexto de desorganização onde surgiu o esporte, as pessoas pareciam acreditar que quando ” a poeira baixasse”, o tempo daria conta de ajudar a arrumar a casa, mas o que se viu ao longo do tempo, foi cada vez mais o amadorismo dominar e com o passar do tempo, dar lugar ao coronelismo pilantra que domina o futebol até hoje.

Se antes, esse amadorismo era visto de forma saudosa, hoje dá ânsia.

Não existe gestão profissional nos clubes, os jogadores são tratados como crianças, os treinadores como o “bedel” chato e os dirigentes como o órgão público que não ganha nada, não investe nada e só aproveita o cargo para ter uma vida confortável.

Até quando, os jogadores terão regalias que nenhum profissional tem. No meu entender, quando eu assumo um emprego, tenho meus compromissos, minha carga horária de trabalho para cumprir e meus descansos. O que eu faço no meu intervalo é problema único e exclusivo meu. Minha obrigação é com minhas entregas no trabalho, se entrego ótimo, se não entrego preciso justificar porque, é bom ser bem justificado.

Ou seja, se o jogador quer sair para a balada e chegar atrasado no treino, não é problema do clube ou do treinador é do jogador, aplica-se uma advertência, e assim sucessivamente até demiti-lo por justa causa. Ou mais simples ainda, no dia do jogo quando alguém perguntar o motivo de fulano não estar em campo, simplesmente responder, “o fulano chegou às 06 da manhã hoje, e não possui a menor condição de jogo”.

Sinceramente, não entendo essa postura dos clubes brasileiros, pior ainda é a alienação dos torcedores que acham mais fácil pichar muros, ou pagar o ingresso para xingar o time ou o jogador. Não seria mais inteligente ser mais atuante como um sócio do clube, fazer valer seu direito como sócio.

É eu sei, é difícil mesmo, não lembramos nem em quem votamos na eleição passada, ou pelo menos quem esteve envolvido nos escândalos de mensalão ou dinheiro na cueca. Nossa memória curta afeta nosso longo futuro.

Galera do blog, hoje é dia de Sessão Camisa 10, hoje trago para vocês um meio campo daqueles abusado, Valdivia é aquele jogador que você adora ver jogando, menos contra o seu time.

De estilo provocador e com muita habilidade, Valdivia enche os olhos dos admiradores de futebol. Dentro de campo, o jogador é caçado, não apenas por sua habilidade, mas por provocar os adversários.

Valdivia, surgiu para o mundo no Colo-colo lá despertou o interesse dos clubes brasileiros, em parceria com a Traffic, o Palmeiras foi mais rápido e contratou o jogador. No Brasil, Valdivia ficou pouco tempo, logo a Traffic foi seduzida pelos “PetroDoláres” e enviou o meia chileno para os Emirados Arábes para jogar no time do Al-Ain. Vejam do que ele é capaz:

Galera do blog, seguindo na procura dos meus camisas 10′s, resolvi trazer mais um que marcou minha “iniciação” no futebol. Falo de Hagi, o camisa 10 da seleção da Romênia na Copa de 1994 me impressionou pela facilidade de bater na bola com a perna esquerda. A partir daí, comecei a acompanhar o romeno por onde ele passava. Exatamente, quando ele se transferiu para o Barcelona.

No Barça, Hagi não conseguiu mostrar todo o seu futebol, principalmente porque lhe era exigido maior colaboração defensiva, o que chegava a ser um absurdo, foi então que ele desbravou o futebol turco se transferindo para o Galatasaray, aliás é por causa de Hagi que conheci o time turco que veio depois contar com inúmeros brasileiros e que segue contando no seu elenco com jogadores brasileiros.

Mas foi no Galatasaray que Hagi pode comandar o time mostrando seu talento, após sua aposentadoria, o time turco ficou orfão na organização das jogadas, e agora apenas no rival que conta com o meia Alex. Vejam alguns videos que mostram o talento deste craque da Romênia:

Meus caros, me recuso a fazer qualquer comentário hoje, tem dias que somos agraciados com a apresentação de um monstro.

Messi tem tudo para se tornar um dos maiores jogadores do planeta, ouso dizer que comparações com o nosso rei começarão a ser inevitáveis. O argentino tem aquela capacidade rara de tornar coisas impossíveis, possíveis e com uma frequência que assusta.

Bom, não tem mais o que comentar seu futebol fala por si só.

E para vocês o que falta para Messi se tornar um dos maiores do mundo? Se a Argentina faturar a Copa, isso estará resolvido?

Galera do blog, fazia tempo que o Sessão Camisa 10 não aparecia, mas admito que está complicado achar tais figuras, aliás lanço o desafio, aguardo sugestões de vocês, indicando que vocÊs gostariam de ver nesta sessão. Vale jogador antigo, estrangeiro, dê sua sugestão.

Tanto é verdade essa escassez que hoje trago para vocês um jogador que vem destruindo nas últimas três temporadas, mas não é aquele 10 clássico, mas pelo o que ele vem fazendo, pode jogar com a 10 que está bem colocada. Vejam alguns vídeos do cracaço Lionel Messi. O astro do incrível time do Barcelona.

Galera, hoje é dia de mais um Sessão Camisa 10, e trago para vocês um camisa 10 daqueles que não fazem dribles sensacionais, nem firulas mirabolantes, mas possui sabe bater na bola como poucos.

Gerrard lança seus companheiros com uma facilidade ímpar, da mesma forma que ele bate na bola como poucos, sua precisão nas faltas é impressionante.

Além do que, foi graças a ele que Ceni fez talvez a sua maior defesa, na final do Mundial Interclubes onde em uma cobrança de falta, Ceni buscou a bola no angulo. Bom vejam abaixo do que Gerrard é capaz:

Retirado do Blog do Juca Kfouri.

Por que só falamos de futebol

Primeiro foi o José Trajano, com a paixão e a generosidade que o caracterizam.

Depois, o José Roberto Torero, sempre criativo e original.

Ambos preocupados em chamar a atenção para os brasileiros que estão no Pan-Americano, os primos pobres do esporte nacional, quase monopolizado pelos jogadores de futebol.

A verdade é que todos nós damos muito menos importância a nossos atletas olímpicos do que aos boleiros.

Conheço bem essa história – e não é de hoje.

Dezenas de vezes, quando dirigia a revista “Placar”, fui questionado em escolas de jornalismo e de educação física sobre o pouco espaço dedicado aos outros esportes.

Sempre respondi que os outros não vendiam.

Nem mesmo quando houve a célebre explosão do vôlei (um Maracanãzinho lotado equivale a um Maracanã quase vazio – e nenhuma revista de qualquer outro esporte jamais prosperou no Brasil).

Havia reações indignadas até, como se eu fosse um escravo do lucro, um capitalista sem alma.

Então, entre outras coisas, explicava que não era o dono da revista.

Até que um belo dia, em 1984, porque também o desorganizado futebol brasileiro não permitia uma revista semanal de sucesso, a Abril resolveu apostar numa publicação mais eclética, e criamos “Placar Todos os Esportes”, com equipe de primeira, consultores da melhor qualidade e acabamento refinado.

Era a tentativa de se fazer a famosa, e extremamente bem-sucedida, “Sports Illustrated” no Brasil.

Após o primeiro número, recebi um bilhete entusiasmado de Roberto Civita, o dono da Abril.

“Enfim, virei leitor de Placar. Parabéns!”.

O sinal vermelho havia sido aceso numa semana em que a velha “Placar” tinha vendido menos do que 100 mil exemplares, número mágico.

Pois bem. Quatro ou cinco semanas depois do lançamento da nova fórmula, Civita me telefona para fazer novo elogio, e eu, preocupado, o alerto que as vendas não eram animadoras, que tínhamos vendido apenas 75 mil exemplares na semana anterior. Ouço dele uma previsão tranqüilizadora. “Estamos trocando de público. Não vou me assustar se chegar a cair até uns 35 mil. Depois, vai reagir, porque o caminho está certo, a revista está ótima”.

Pouco tempo depois, já apavorado, encontro o patrão numa solenidade e informo: “Roberto, estamos quase atingindo seu objetivo. Na semana passada, vendemos 40 mil”. Foi o que bastou para, em seguida, “Placar” voltar a ser uma revista basicamente de futebol e resistir ainda mais cinco anos como semanal.

Enfim, a questão é parecida com aquele anúncio de biscoitos: o Brasil é monoesportivo porque a imprensa só fala de futebol ou a imprensa só fala de futebol porque o Brasil é monoesportivo?

Tendo a achar que a segunda hipótese é a correta.

(Publicado na “Folha de S.Paulo” de 30/07/1999)

Galera do blog, hoje é dia de Sessão Camisa 10 e trago para vocês um dos maiores ídolos da segunda maior torcida do país. falo de Neto.

Neto era aquele jogador que perdurou no futebol pela sua imensa habilidade, sua forma física sempre atrapalhou, Neto nunca conseguiu ser um jogador fininho. mas tem que ser dito sempre jogou muita bola.

Neto é daqueles que podem bater a mão no peito e dizer “Eu sou craque!”.

Neto começou sua carreira no Guarani e de lá foi passando por alguns clubes até fazer história no Corinthians. O interessante é que quando Neto foi para o alvinegro ele vinha do Palmeiras onde era mal escalado pelo então técnico Leão, a troca envolvia o meia Ribamar que Leão dizia que seria um grande jogador. O resultado todo mundo sabe no final.

Outro fato curioso, é que Neto é um dos poucos jogadores que jogaram pelos quatro grandes de São Paulo.

Bom, agora vejam do esse craque era capaz de fazer:

Galera do blog mais querido, hoje normalmente é dia de sessão camisa 10, porém vou trazer um goleador nato para vocês, Salvador Cabañas.

O atacante paraguaio por muitas vezes chamado de gordinho é um matador de primeira, que digam os brasileiros.

Desejo toda a força do mundo para Cabañas que com certeza, em breve estará fazendo seus gols pelo mundo. Vejam alguns deles:

Galera do blog mais querido, nesses últimos dias tenho visto algumas daquelas famosas pesquisas sobre o tamanho da torcida e tudo mais, confesso a vocês que não acredito muito nessas pesquisas. Depois que em uma eleição para Prefeito de São Paulo, as pesquisas erraram tão bisonhamente, desde então passei a duvidar de todas.

Mas existem algumas, que são números absolutos, que não podemos discutir, vejam eles:

Venda camisas oficiais (média mensal)
1. Flamengo 92.022
2. Corinthians 87.174
3. Palmeiras 73.905
4. São Paulo 70.716
5. Atlético-MG 63.601
6. Vasco da Gama 63.317
7. Grêmio 38.917
8. Internacional 37.321
9. Cruzeiro 36.918
10. Santos 22.500

É interessante notar nesses números, o impulso de vendas que o Palmeiras deu, principalmente com a sua camisa azul com a cruz de Savóia e o novo modelo da branca. O número de vendas do Vasco em virtude da torcida apoiar o time durante a Série B, e Corinthians e Flamengo com Ronaldo e Imperador.

Média de arrecadação Brasileirão 2009
1. R$ 766.054,68 Flamengo/RJ (19)
2. R$ 658.376,21 Corinthians/SP (19)
3. R$ 656.368,97 São Paulo/SP (19)
4. R$ 650.621,93 Palmeiras/SP (19)
5. R$ 554.164,37 Atlético/MG (19)
6. R$ 374.210,32 Cruzeiro/MG (19)
7. R$ 337.498,32 Grêmio/RS (19)
8. R$ 324.872,89 Atlético/PR (19)
9. R$ 308.453,47 Internacional/RS (19)
10. R$ 281.138,42 Vitória/BA (19)

Média de público Brasileirão
1. 40.036 Flamengo/RJ (19)
2. 38.761 Atlético/MG (19)
3. 26.305 São Paulo/SP (19)
4. 22.042 Fluminense/RJ (19)
5. 21.973 Cruzeiro/MG (19)
6. 20.213 Corinthians/SP (19)
7. 18.425 Palmeiras/SP (19)
8. 18.323 Internacional/RS (19)
9. 17.896 Sport/PE (19)
10. 17.776 Grêmio/RS (19)

Confrontando esses dois números verificamos alguns dados curiosos, Palmeiras e Corinthians foram os times que melhor lucraram com seus torcedores, para um torcedor que ia ao estádio, o alviverde faturou R$ 1,85 enquanto o alvinegro faturou R$ 1,71. Já o Galo teve a segunda melhor média de público, mas lucrando apenas R$ o,75 com cada torcedor.

De qualquer forma, esses números mostram cada vez mais que não é uma bilheteria de estádio que mantém um time vivo, e sim outras ações de marketing, como por exemplo o número de camisas vendidas mencionados acima. Aproveitando esses dados, apresento uma pesquisa que o IPFCMC10 (Instituto de Pesquisas Futebolísticas Cadê Meu Camisa 10?) realizou ao longo de 2009.

Contabilizei durante todo o ano, o número de exibições de camisas de time, ou seja, para cada pessoa que via na rua usando o uniforme de algum time contabiliza para o clube. Vale a pena ressaltar, que 80% da pesquisa foi realizada em São Paulo, portanto é natural a predominância de times do estado. Em contrapartida, mostrarei também os números obtidos apenas em Florianópolis durante o período de 25/12/2009 à 02/01/2010. Seguem eles:

Exibições de times total:
1 24,01% São Paulo
2 14,03% Corinthians
3 10,08% Palmeiras
4 6,92% Flamengo
5 5,24% Santos
6 4,55% Internacional
7 4,45% Brasil
8 3,66% Milan
9 3,36% Grêmio
10 2,37% Avai

Já na semana passada em Floripa, os números ficam da seguinte forma:

Exibições de times em Florianópolis:
1 16,40% São Paulo
2 15,20% Internacional
3 11,60% Flamengo
4 11,60% Grêmio
5 9,60% Avai
6 5,20% Corinthians
7 3,20% Brasil
8 3,20% Palmeiras
9 2,80% Milan
10 2,00% Atletico-PR

Outros times apareceram, mas procurei demonstrar apenas os 10 primeiros em cada modelo. Esses resultados na minha opinião indicam muito mais o estado de graça entre torcida e clube do que qualquer outra coisa. O São Paulo mostra-se líder dos dois rankings simplesmente por ter ganho diversos títulos nos últimos anos, assim como a aparição do Avaí na semana que passei em Florianópolis mostra o orgulho que o torcedor avaiano ficou do time no Brasileirão 2009.

De qualquer forma, são apenas números que queria compartilhar com vocês.

Cornetem a vontade, sobre o que esses números representam para vocês!

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