No passado escrevi um post com título parecido para comentar sobre a derrota do Brasil em La Paz contra a seleção boliviana, dessa vez o título serve para dois jogos diferentes.

Primeiro a altitude, assisti a derrota do Fluminense para a LDU por sonoros 5 x 1, nunca fui daqueles críticos a respeito de jogos na altitude, mas ontem bateu uma sensação de revolta. O time equatoriano é muito bom, forte e favorito ao título, mas é um absurdo levar o jogo para a altitude, o Fluminense foi goleado por causa da altitude e não por causa do futebol da LDU.

Já é notótio a influência que a altitude tem fisicamente ao jogador. Dr. João Zanini disse no blog Expresso da Bola que qualquer jogo realizado a uma altura superior a 1.600 mts é prejudicial ao corpo e totalmente favorável ao corpo que já está acostumado. Quito está a quase 3.000 mts de altura, ou seja, jogar na altitude contra a LDU é como se fosse nos jogos de rua, que você vira e diz: “Tá bom, vocês começam com 2×0 já”.

Ficou muito difícil para o Fluminense, espero que de qualquer forma o encanto do time no Brasileirão não se acabe, e de repente se deixarem, vencer a LDU por 5×0 no Maracanã.

Agora a atitude, ontem assisti a América-RJ 2 x o ArtSul, neste jogo a equipe de Édson Passos se sagrou campeã da Série B do campeonato carioca, os seus fiéis torcedores puderam comemorar um título, algo que não acontecia há 27 anos. Os dois gols foram marcados por Ciro, bom jogador que por uma ironia do destino nasceu no ano de 1982. Bom, mais o fato extraordinário desta partida foi o retorno de um jogador troncudo de pouca estatura, de excelente finalização dentro da área, talvez o melhor centroavante que eu tenha visto jogar, isso mesmo, Romário voltou.

Aos 43 anos, com a famosa camisa 11 que ele eternizou, Romário entrou em campo para realizar uma homenagem para o seu pai, torcedor fanático do Ameriquinha. Impressionante, a forma física do Baixinho, com 13 anos a mais do que outros atacantes por aí, Romário mostrou uma forma física invenjável, algo que a sua disciplina com o corpo auxiliou. Ceta vez, conheci David “The Camelot”, um camelô carioca famoso que tornou seu negócio um evento e hoje dá palestras pelo Brasil. David era vizinho de Romario no Rio de Janeiro.

Perguntei para ele como era o Romário se aprontava muito, se era tão baladeiro assim como falavam se fazia festinhas em casa entre outras coisas. Aí David me respondeu, “o Romário não é baladeiro, é que ele gosta de gente, ele gosta de estar cercado do seus amigos, Romario faz algumas festas na casa dele, mas o cara não pede nada, ele fica o tempo inteiro com aquela latinha verde na mão de guaraná, acho que para ele a seleção brasileira não podia ter escolhido patrocinador melhor. (Na época, a seleção brasileira era patrocinada pelo Guaraná Antartica) Romário se quiser joga até os 50, o cara se cuida muito, ele só não gosta de acordar cedo, os treinadores tem que entender.”

Adoro Romário, o cara é fora de série, ontem mostrou movimentação e tentou guardar o seu, e para a minha surpresa achei que a ArtSul ia ajudar a re-estréia perfeita de Romário, mas que nada, marcaram até forte demais o Baixinho. Romário já foi chamado por Cruyff de o “Gênio da Área” e Tostão disse uma vez que daria sua camisa de titular para Romário na seleção de 70, como se Tostão fosse um jogador qualquer. Vida longa a Romário!!